Dr. Luciano de Sousa Pereira Oftalmologia
Área de atuação

Órbita

A cavidade óssea que abriga o olho, e o que acontece quando algo cresce, inflama ou quebra dentro dela.

A órbita guarda o olho, os músculos que o movimentam, o nervo óptico, vasos e gordura. É um espaço fechado e sem folga. Qualquer coisa que aumente de volume ali dentro empurra o olho para fora e pode comprimir o nervo.

Entenda

O que é tratado

Orbitopatia de Graves

A doença de órbita mais comum, associada à tireoide. Os músculos e a gordura ao redor do olho incham, o olho fica saliente, a pálpebra retrai e pode surgir visão dupla. Nos casos graves o nervo óptico é comprimido.

Fase ativa e fase estável

O quadro tem uma fase inflamatória e depois uma fase estável. Cada uma pede conduta diferente, e reconhecer em qual delas o paciente está é o passo mais importante do tratamento.

Tumores da órbita

Podem ser benignos, como hemangioma e cistos dermoides, ou malignos, como linfomas e metástases. O sinal mais comum é o olho que se projeta devagar, às vezes com visão dupla ou queda de visão.

Inflamações orbitárias

A doença inflamatória orbitária provoca dor, vermelhidão e inchaço de instalação rápida. Sarcoidose e outras doenças sistêmicas também se manifestam na órbita e exigem investigação ampla.

Celulite orbitária

Infecção dentro da órbita, quase sempre vinda dos seios da face. Cursa com dor, febre, inchaço intenso e dificuldade de movimentar o olho. É emergência.

Fraturas

Traumas na face quebram as paredes finas da órbita, mais comum no assoalho. Quando o músculo fica preso, surge visão dupla ao olhar para cima e dormência da bochecha. Em crianças, algumas fraturas exigem cirurgia em poucos dias.

Doenças da glândula lacrimal

Aumentos, inflamações e tumores da glândula que produz a lágrima, na porção superior e externa da órbita.

Sinais

Quando procurar

Procure avaliação se você percebeu:

  • Um olho mais saliente que o outro
  • Olho vermelho e inchado que não melhora com colírio
  • Visão dupla junto com inchaço ao redor dos olhos
  • Pressão ou dor profunda atrás do olho
  • Queda de visão em quem tem alteração de tireoide
  • Pálpebra mostrando a parte branca acima da íris
  • Inchaço perto da sobrancelha que cresce ao longo de semanas
  • Dormência na bochecha ou no lábio após uma pancada
  • Olho que parece ter afundado depois de um trauma
Inchaço ao redor do olho com febre, dor intensa e dificuldade de movimentá-lo é emergência. Procure pronto atendimento imediatamente.

Reconheceu algum desses sinais?A avaliação começa por uma conversa e um exame completo. Você sai sabendo o que tem e o que vem a seguir.

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Consulta

Como é a avaliação

A exoftalmometria mede em milímetros o quanto cada olho está projetado, o que permite comparar os lados e acompanhar a evolução com números. O exame inclui ainda a movimentação ocular, a abertura das pálpebras, a palpação das bordas e a sensibilidade da face.

O exame do nervo óptico é obrigatório em toda avaliação. Acuidade, visão de cores, reflexos pupilares, campo visual e tomografia de coerência óptica funcionam como o alarme de compressão, e são eles que dizem se o quadro pode ser observado ou precisa de intervenção rápida.

A tomografia computadorizada mostra o osso e é a escolha no trauma. A ressonância detalha partes moles e é preferida em tumores e inflamações. A condução costuma ser conjunta com endocrinologia, reumatologia, otorrinolaringologia ou oncologia.

Conduta

Tratamento

Nem toda doença de órbita se opera, e reconhecer isso evita cirurgia desnecessária.

Orbitopatia em fase ativa. Controle da tireoide, parada do tabagismo, lubrificação intensa e corticoide venoso nos casos moderados a graves. Quando o nervo óptico está comprimido, a descompressão cirúrgica é feita em caráter de urgência.

Fase estável. A reabilitação segue uma ordem definida: primeiro a descompressão, depois a correção do estrabismo e por último a cirurgia das pálpebras. Inverter essa ordem compromete o resultado.

Tumores. Lesões benignas bem delimitadas podem ser acompanhadas com imagem. Havendo crescimento, dor ou risco para o nervo, a indicação é cirúrgica. Em suspeita de malignidade, a biópsia vem primeiro e define o tratamento.

Fraturas. A decisão considera o tamanho do defeito, o músculo preso, a visão dupla e o afundamento do olho. A reconstrução usa implantes que restauram a parede quebrada.

Depois

Recuperação

O inchaço é importante nos primeiros dias e melhora ao longo de duas a quatro semanas. Repouso com a cabeceira elevada e compressa fria nas primeiras 48 horas fazem diferença real nessa fase.

Nas descompressões e reconstruções de fratura a internação é curta, em geral de um dia. A visão dupla pode piorar de forma temporária e é reavaliada quando os tecidos estabilizam, o que leva meses.

Dúvidas

Perguntas frequentes

É a causa mais comum, principalmente com os dois olhos envolvidos, mas não é a única. Um olho saliente de um lado só, que progride, precisa de investigação com imagem.

Controlar o hormônio é necessário e não desfaz sozinho o que já mudou na órbita. A doença ocular segue curso próprio, e as correções de sequela são feitas na fase estável.

Não. Ela cria espaço para o conteúdo da órbita, com o objetivo de proteger o nervo óptico e devolver o olho a uma posição funcional. A melhora da aparência é consequência.

De forma direta. O tabagismo é o fator de risco modificável mais associado à gravidade e à pior resposta ao tratamento. Parar de fumar faz parte do tratamento.

Não. Muitas são acompanhadas clinicamente. A cirurgia entra quando há músculo preso, visão dupla persistente, afundamento do olho ou defeito extenso.

Agende uma avaliação

Se você percebeu mudança na posição do olho ou tem orbitopatia da tireoide em acompanhamento, agende uma avaliação.

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